sexta-feira, 23 de abril de 2010

A contribuiçâo indigéna na cultura pernambucana

Os índios contribuíram muito para a nossa cultura.




Por terem sido os primeiros habitantes desta terra, os invasores absorveram muito dos seus hábitos.



Hoje temos como herança indígena palavras originárias de suas línguas maternas. Como exemplo podemos citar: Itamaracá, Itapissuma, Igaraçu.



Outra contribuição importante foram alguns itens de nossa alimentação, como a macaxeira, a tapioca, o beiju, a mandioca.



A prática do uso de ervas medicinais para cura de doenças também aprendemos com os índios, como a erva cidreira, aroeira, pau roxo, camapu, mandacaru.



A organização social dos grupos indígenas, serve de modelo para criação das Associações e Cooperativas.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A contribuiçâo do negro na cultura pernambucana

Negros




Os negros, trazidos para o Brasil como escravos, do século XVI até 1850, destinados à lavoura canavieira, à mineração e à lavoura cafeeira, pertenciam a dois grandes grupos: os sudaneses e os bantos. Os primeiros, geralmente altos e de cultura mais elaborada, foram sobretudo para a Bahia. Os bantos, originários de Angola e Moçambique, predominaram na zona da mata nordestina, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.



Surgiu assim o terceiro grupo importante que participaria da formação da população brasileira: o negro africano. É impossível precisar o número de escravos trazidos durante o período do tráfico negreiro, do século XVI ao XIX, mas admite-se que foram de cinco a seis milhões. O negro africano contribuiu para o desenvolvimento populacional e econômico do Brasil e tornou-se, pela mestiçagem, parte inseparável de seu povo. Os africanos espalharam-se por todo o território brasileiro, em engenhos de açúcar, fazendas de criação, arraiais de mineração, sítios extrativos, plantações de algodão, fazendas de café e áreas urbanas. Sua presença projetou-se em toda a formação humana e cultural do Brasil com técnicas de trabalho, música e danças, práticas religiosas, alimentação e vestimentas.



O samba



Gênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova.



A Escola de Samba



Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.



O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.



Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).



Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela.



Campeão do último desfile: Mocidade Independente, com o enredo "Criador e criatura", de Renato Lage.



Capoeira



A capoeira é uma dança de luta, ritualizada e estilizada, que tem sua própria música e é praticada principalmente na cidade de Salvador, estado da Bahia. É uma das expressões características da dança e das artes marciais brasileiras. Evoluiu a partir de um estilo de luta originário de Angola. Nos primeiros anos da escravidão havia lutas permanentes entre os negros e quando o senhor de escravos as descobria, castigava ambos os bandos envolvidos. Os escravos consideravam essa atitude injusta e criavam "cortinas de fumaça" por meio da música e das canções, para esconder as verdadeiras brigas. Ao longo dos anos, essa prática foi sendo refinada até se converter em um esporte sumamente atlético, no qual dois participantes desfecham golpes entre si, usando apenas as pernas, pés calcanhares e cabeças, sem utilizar as mãos. Os lutadores deslizam com grande rapidez pelo solo fazendo estrelas e dando espécies de cambalhotas. O conjunto musical que acompanha a capoeira inclui o berimbau, um tipo de instrumento de madeira em forma de arco, com uma corda metálica que vai de uma extremidade à outra. Na extremidade inferior do berimbau há uma cabaça pintada, que funciona como caixa de som. O músico sacode o arco e, enquanto ressoam as sementes da cabaça, toca a corda tensa com uma moeda de cobre para produzir um tipo de som único, parecido com um gemido.



Candomblé



Festa religiosa dos negros jeje-nagôs na Bahia, mantida pelos seus descendentes e mestiços, é um culto africano introduzido no Brasil pelos escravos. Algumas de suas divindades são: Xangô, Oxum, Oxumaré e Iemanjá, representando esta, por si só, um verdadeiro culto.



As cerimônias religiosas do Candomblé, são realizadas de um modo geral em terreiros, que são locais especialmente destinados para esse fim, e recebem os seguintes nomes: Macumba no Rio de Janeiro, Xangô em Alagoas e Pernambuco. As cerimônias são dirigidas pela mãe-de-santo, ou pai-de-santo. Cada orixá tem uma aparência especial e determinadas preferências. O toque de atabaque, uma expécie de tambor e a dança, individualizam um determinado orixá. Os orixás são divindades, santos do candomblé, cada pessoa é protegida por um dos orixás e pode ser possuída por ele, quando, então ela se transforma em cavalos de santo.



Pratos



No Nordeste a marca africana é profunda, sobretudo na Bahia, em pratos como vatapá, caruru, efó, acarajé e bobó, com largo uso de azeite-de-dendê, leite de coco e pimenta. São ainda dessa região a carne-de-sol, o feijão-de-corda, o arroz-de-cuxá, as frigideiras de peixe e a carne-seca com abóbora, sempre acompanhados de muita farinha de mandioca. A feijoada carioca, de origem negra, é o mais tipicamente brasileiro dos pratos.



Autoria: Erasmo Lopes

sábado, 27 de março de 2010

Aula de História da Cultura Pernambucana

ORIGEM DO NOME PERNAMBUCO




Foram os índios que deram ao nosso estado o nome de Pernambuco - Paranampuka, em tupi, significa "o mar que bate nas pedras".







Conheça aqui um pouco mais sobre o estado pernambucano.



Lutas e conquistas











Pernambuco foi uma das primeiras áreas brasileiras ocupadas pelos portugueses. Em 1535, Duarte Coelho torna-se o donatário da Capitania, fundando a vila de Olinda e espalhando os primeiros engenhos da região.







No período colonial, Pernambuco torna-se um grande produtor de açúcar e durante muitos anos é responsável por mais da metade das exportações brasileiras. Essa riqueza atrai novos colonos europeus que constróem no estado um dos mais ricos patrimônios arquitetônicos da América Colonial.







A riqueza de Pernambuco foi alvo do interesse de outras nações. No século XVII, os holandeses se estabelecem no estado. Entre 1630 e 1654, Pernambuco é administrado pela Companhia das Índias Ocidentais. Um dos seus representantes, o príncipe João Maurício de Nassau, traz para Pernambuco uma forma de administrar renovadora e tolerante. Realiza inúmeras obras de urbanização no Recife, amplia a lavoura da cana, assegura a liberdade de culto.







No período holandês, é fundada no Recife a primeira sinagoga das Américas. Amante das artes, Nassau tem na sua equipe inúmeros artistas, como Frans Post e Albert Eckhrout, pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do cotidiano dos seus habitantes.







Os pernambucanos se orgulham de sua participação altiva na História do Brasil, sempre mantendo altos ideais libertários, como na Guerra dos Mascates, entre 1710 e 1712; a Revolução Pernambucana, em 1817; a Confederação do Equador, em 1824; a Revolta Praieira, em 1848.







Com o advento da República, Pernambuco procura ampliar sua rede industrial, mas continua marcado pela tradicional exploração do açúcar. O Estado moderniza suas relações trabalhistas e lidera movimentos para o desenvolvimento do Nordeste, como no momento da criação da Sudene. A partir de meados da década de 60, Pernambuco começa a reestruturar sua economia, ampliando a rede rodoviária até o sertão e investindo em pólos de investimento no interior do estado. Na última década, consolidam-se os setores de ponta da economia pernambucana, sobretudos aqueles atrelados ao setor de serviços (turismo, informática, medicina) e estabelece-se uma tendência constante de modernização da administração pública.



Para conhecer melhor a História de Pernambuco, procure ler estes livros:







Amaro Quintas



A Revolução de 1817. Editora José Olympio, Rio de Janeiro.







Costa Porto



Os Tempos da Praieira. Edição da Secretaria de Educação e Cultura, Recife.







D. N. Natscher



Os Holandeses no Brasil. Companhia Editora Nacional, São Paulo.







Evaldo Cabral de Melo



O Nome e o Sangue. Companhia das Letras, São Paulo.







Evaldo Cabral de Melo



Rubro Veio. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro.







Gilberto Freyre



Casa Grande & Senzala. Editora José Olympio, Rio de Janeiro.







Gilberto Freyre



Sobrados & Mocambos. Editora José Olympio, Rio de Janeiro.







José Antonio Gonsalves de Mello



Tempo dos Flamengos. Edição da Secretaria de Educação e Cultura, Recife.







José Honório Rodrigues & Joaquim Ribeiro



Civilização Holandesa no Brasil. Companhia Editora Nacional, São Paulo.







Leonardo Dantas Silva



O Recife, Imagens da Cidade Sereia. Editora Comunigraf, Recife.







Manoel Correia de Andrade



A Terra e o Homem no Nordeste. Editora Atlas, São Paulo.







Manuel Correia de Andrade



História das Usinas de Açúcar de Pernambuco. Editora Massangana, Recife.







Mário Sette



Terra Pernambucana. Edição da Secretaria de Educação e Cultura, Recife.







Mário Souto Maior & Leonardo Dantas Silva



O Recife, Quatro Séculos de sua Paisagem. Editora Massangana, Recife.







Nelson Barbalho



Cronologia Pernambucana. Edição da Fiam, Recife.







Oliveira Lima



Pernambuco, seu Desenvolvimento Histórico. Editora Massangana, Recife.







Souza Barros



A Década 20 em Pernambuco. Companhia Editora de Pernambuco, Recife.



SÍMBOLOS



Os símbolos oficiais do estado de Pernambuco são a bandeira, o brasão e o hino. Conheça um pouco mais sobre cada um deles:







Bandeira de Pernambuco









Nossa bandeira foi idealizada pelos revolucionários de 1817 e oficializada, anos depois, pelo governador Manoel Antonio Pereira Borba.







A cor azul do retângulo superior simboliza a grandeza do céu pernambucano; a cor branca representa a paz; o arco-íris em três cores (verde, amarelo, vermelho) representa a união de todos os pernambucanos; a estrela caracteriza o nosso estado no conjunto da Federação; o sol é a força e a energia de Pernambuco; finalmente, a cruz representa a fé na justiça e no entendimento.







Brasão de Pernambuco









O brasão de Pernambuco foi oficializado pelo governador Alexandre Barbosa Lima, em 1895.







O leão representa a bravura do povo pernambucano; os ramos de algodão e de cana-de-açúcar simbolizam nossas riquezas; o sol é a luz cintilante do equador; as estrelas são os municípios. Ainda estão no brasão o mar e o farol de Olinda. Na faixa, aparecem as datas históricas mais importantes do estado: 1710 (guerra dos Mascates), 1817 (Revolução Pernambucana), 1824 (Confederação do Equador) e 1889 (Proclamação da República).







Hino do Estado de Pernambuco







O hino pernambucano é uma poesia acompanhada de música em honra aos bravos guerreiros do nosso estado.







A letra foi escrita por Oscar Brandão e a música é de autoria de Nicolino Milano.







Para ouvir o Hino de Pernambuco, clique aqui.







Se você quer ter acesso à partitura do Hino de Pernambuco, clique sobre a imagem ao lado.











Letra do Hino do Estado de Pernambuco







"Salve! Oh terra dos altos coqueiros!



De belezas soberbo estendal!



Nova Roma de bravos guerreiros



Pernambuco, imortal! Imortal!







Coração do Brasil! em teu seio



Corre o sangue de heróis - rubro veio



Que há de sempre o valor traduzir



És a fonte da vida e da história



Desse povo coberto de glória,



O primeiro, talvez, no porvir.







Esses montes e vales e rios,



Proclamando o valor de teus brios,



Reproduzem batalhas cruéis.



No presente és a guarda avançada,



Sentinela indormida e sagrada



Que defende da Pátria os lauréis.







Do futuro és a crença, a esperança,



Desse povo que altivo descansa



Como o atleta depois de lutar...



No passado o teu nome era um mito,



Era o sol a brilhar no infinito



Era a glória na terra a brilhar!







A República é filha de Olinda,



Alva estrela que fulge e não finda



De esplender com seus raios de luz.



Liberdade! Um teu filho proclama!



Dos escravos o peito se inflama



Ante o Sol dessa terra da Cruz!"